Nos últimos dez anos, o Ceará registrou 183 casos de tuberculose em bebês menores de um ano, e especialistas atribuem o aumento à baixa cobertura vacinal da BCG. Em 2020, o índice de vacinação foi de apenas 70,2%, o menor dos últimos anos. A vacina, aplicada ao nascer, protege contra formas graves da doença, como a tuberculose miliar e meníngea.
O Ceará tem, em média, 3,6 mil novos casos de tuberculose e 206 mortes por ano. A doença, causada pelo bacilo de Koch, afeta principalmente os pulmões e é mais preocupante em bebês, que têm sintomas semelhantes a outras infecções respiratórias, dificultando o diagnóstico precoce.
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação para crianças menores de cinco anos, mas, nos últimos anos, a meta de cobertura não foi alcançada, o que contribuiu para o aumento de casos em crianças. A médica pediatra Vanuza Chagas ressalta que qualquer pessoa, mesmo vacinada, pode contrair a tuberculose, mas a proteção reduz a gravidade das infecções.
O tratamento contra a tuberculose é gratuito pelo SUS e dura, em média, seis meses. A continuidade é essencial para evitar formas resistentes da doença, que se tornam mais difíceis de tratar. Além disso, o diagnóstico precoce e a investigação de contatos são estratégias importantes para conter a disseminação da tuberculose no estado.


