Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) de Fortaleza, essenciais para o acesso a direitos fundamentais, estão passando por sérias dificuldades. Atualmente, seis unidades encontram-se fechadas, enfrentando problemas estruturais, depredações e falta de profissionais, o que compromete o atendimento à população em situação de vulnerabilidade.
Em 29 de outubro de 2024, a vereadora Adriana Gerônimo realizou uma visita técnica ao CRAS Bom Jardim, uma das unidades com serviços transferidos para sedes provisórias. O relatório resultante apontou abandono do prédio público, sem obras em andamento ou vigilância, com materiais de construção abandonados e documentos pessoais expostos entre entulhos. Além disso, não há sinalização informando sobre o fechamento ou o novo endereço de atendimento, dificultando o acesso dos usuários aos serviços.
A situação precária não se limita ao CRAS Bom Jardim. Outras unidades também enfrentam desafios semelhantes, como falta de infraestrutura adequada e escassez de profissionais, comprometendo a oferta de serviços essenciais como o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Esses serviços são fundamentais para a orientação sobre benefícios assistenciais e inscrição no Cadastro Único para programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A Prefeitura de Fortaleza reconhece os desafios enfrentados pelos CRAS e afirma estar trabalhando para solucionar os problemas estruturais e de pessoal. No entanto, a população atendida continua a enfrentar dificuldades no acesso aos serviços, evidenciando a necessidade de ações mais efetivas para garantir o pleno funcionamento desses centros de assistência social.


