Pais e mães de pets têm investido cada vez mais no bem-estar de seus animais de estimação, dedicando, em média, R$ 1.132 por mês, o que corresponde a aproximadamente 80% do salário mínimo brasileiro. Esse valor inclui despesas com plano de saúde, medicamentos, produtos de higiene e até mesmo acessórios como roupinhas e brinquedos. Em contraste, aqueles que se identificam apenas como “tutores” gastam 96% menos.
O comportamento de consumo reflete a humanização dos pets, que passaram a ser vistos como membros da família. Uma pesquisa da Shopee mostrou que 50% dos consumidores cearenses preferem cães a gatos na hora de adquirir produtos. A faixa etária que mais gasta é composta por mulheres de 25 a 34 anos.
Além dos cuidados básicos, muitos tutores investem em serviços extras como adestramento, consultas especializadas e alimentação premium. Isso demonstra a crescente preocupação com a qualidade de vida e saúde dos animais, que se reflete na oferta de serviços diferenciados pelo mercado pet.
Os altos custos, no entanto, também levantam questões sobre o impacto financeiro no orçamento familiar, especialmente para pessoas de menor renda. Mesmo assim, o amor pelos animais de estimação faz com que os tutores continuem priorizando esses gastos, tratando-os como prioridade na vida cotidiana.


