Em um cenário de baixa transmissão da Covid-19, o Ceará registrou 27,71% de ocupação de leitos de pacientes internados com a doença na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta terça-feira (22/03). A taxa é a menor registrada nos últimos seis meses, quando estavam ocupados 26,54% dos leitos intensivos, segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
Para a secretária executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional da pasta, Tânia Mara Coelho, a redução é uma consequência natural da diminuição da circulação viral da variante Ômicron, que ocasionou a terceira onda da pandemia no Estado.
“Há um trabalho contínuo de readequação dos leitos em todas as regiões do Estado, adaptando as vagas para outros perfis de pacientes, como aqueles das cirurgias eletivas, por exemplo”, explica a gestora.
A maioria dos leitos ocupados é por pacientes mais idosos ou com comorbidades ou ainda aqueles sem o ciclo vacinal atualizado. Por isso, recomenda-se a a aplicação da segunda dose de reforço contra a Covid-19, no caso a quarta dose, em pessoas da faixa etária acima de 80 anos.
Para recebê-la, é preciso ter completado o intervalo mínimo de 4 meses a partir do primeiro reforço (terceira dose). O imunizante utilizado deverá ser, preferencialmente, Pfizer ou, caso não haja estoque, Janssen ou AstraZeneca.


