A crise do coronavírus, que começa a se espalhar pelo mundo, pode
impactar negativamente a economia cearense nos próximos meses. A China,
onde foram registrados os primeiros casos, é um forte parceiro comercial
do Ceará, principalmente, nas importações,
fornecendo ao Estado insumos, matérias-primas e produtos acabados, como
eletrônicos. Para a indústria e o comércio, os efeitos ainda são
incertos, mas caso a epidemia continue na velocidade atual, os impactos
podem ser sentidos até abril.
De acordo com Cid Alves, presidente do Sindicato do Comércio
Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), é provável que
mercadorias produzidas na China venham a faltar no comércio local,
embora não em um curto prazo.
Parceiro
Segundo o Ministério da Economia, o Ceará importou em 2019 da
China um valor de US$ 413,9 milhões em mercadorias, principalmente
insumos para a cadeia produtiva local. São compostos organo-inorgânicos
usados na indústria química cearense, moldes para
borrachas ou plásticos, produtos laminados planos de ferro ou aço, além
de partes para máquinas, principalmente, insumos usados em motores e
geradores de materiais elétricos.


