Profissionais do Instituto Dr. José Frota (IJF), o maior hospital municipal de Fortaleza, enfrentam condições de trabalho precárias, incluindo falta de medicamentos e insumos, atrasos salariais e sobrecarga devido à escassez de pessoal. Essas dificuldades têm levado ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, que relatam sentimentos de angústia e impotência ao não conseguirem atender adequadamente os pacientes, denuncia o Jornal Diário do Nordeste.
Denúncias apontam que 279 dos 375 medicamentos essenciais estão em falta no hospital, além de carência de itens básicos como gaze, fraldas e lençóis. Há também relatos de cancelamento de cirurgias e acompanhantes dormindo no chão por falta de estrutura adequada. O déficit no estoque da farmácia do IJF é de 74,4%, segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE).
Em resposta à crise, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) marcou uma audiência de conciliação para discutir soluções, após o MPCE ingressar com uma Ação Civil Pública. A audiência visa promover o diálogo entre o Ministério Público e a Procuradoria-Geral do Município de Fortaleza para resolver os problemas que afetam tanto pacientes quanto profissionais de saúde.
A situação também gerou tensão entre as equipes de transição do atual prefeito José Sarto e do prefeito eleito Evandro Leitão, devido à ausência de informações claras sobre as medidas adotadas para contornar a crise no IJF. Uma força-tarefa foi criada pela Prefeitura para garantir o fornecimento de medicamentos e insumos, mas os desafios persistem, afetando a qualidade do atendimento e a saúde dos trabalhadores.


