A saúde pública de Fortaleza enfrenta desafios significativos, incluindo hospitais em colapso, falta de profissionais na rede de saúde mental, longas filas para consultas e exames, além de uma dívida de R$ 500 milhões. O prefeito eleito, Evandro Leitão (PT), confirmou a gravidade da situação e planeja, junto com a futura secretária de Saúde, Socorro Martins, estratégias para sanar as dívidas, captar investimentos e recuperar os serviços sucateados.
Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, Evandro destacou a situação crítica do Instituto Dr. José Frota (IJF), principal hospital municipal, que enfrenta falta de insumos e profissionais. Ele revelou que o custeio anual do IJF é de aproximadamente R$ 700 milhões, dos quais R$ 600 milhões são provenientes do Tesouro Municipal, consumindo quase toda a arrecadação do IPTU. Para aliviar essa pressão, o prefeito eleito iniciou diálogos com o Governo Federal e o ministro da Saúde, Nísia Trindade, repactuar os repasses financeiros e garantir o pleno funcionamento do hospital.
Além da IJF, uma nova gestão pretende fortalecer a atenção primária à saúde, ampliando o número de equipes do Programa Saúde da Família (PSF) e reestruturando os postos de saúde para melhorar o atendimento à população. Evandro também enfatizou a importância de investir na saúde mental, área que sofre com a escassez de profissionais, e buscar parcerias com os governos estaduais e federais para viabilizar os recursos necessários.
O prefeito eleito permitirá que os desafios sejam enormes, mas acredita que, com planejamento e apoio das esferas estaduais e federais, será possível reverter o quadro de sucateamento e oferecer uma saúde pública de qualidade aos fortalezenses. A expectativa é que, já no início de 2025, as primeiras medidas sejam aprovadas para iniciar a recuperação do sistema de saúde municipal.


