O Ceará enfrenta um cenário preocupante em relação à dengue, registrando uma média de 12 mil casos por mês ao longo de 2023. Segundo a Secretaria da Saúde (Sesa), o estado contabilizou mais de 85 mil casos até agosto, com destaque para Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral entre as cidades mais afetadas. Esse aumento no número de casos coloca o Ceará em situação de alerta, especialmente com a proximidade da temporada chuvosa, período em que o acúmulo de água favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Os sintomas da dengue, que variam de leve a grave, incluem febre alta, dores musculares e nas articulações, dor de cabeça, além de manchas vermelhas na pele. Casos graves podem evoluir para a dengue hemorrágica, que é potencialmente fatal se não tratada rapidamente. A população deve estar atenta aos sinais e procurar assistência médica ao primeiro indício dos sintomas, visto que o tratamento precoce é fundamental para evitar complicações.
Para conter o avanço da doença, a Sesa e as prefeituras têm intensificado as ações de combate ao mosquito, com mutirões de limpeza e campanhas educativas. Além disso, é essencial que a população colabore, eliminando locais que possam acumular água, como pneus, garrafas e vasos de plantas. O envolvimento coletivo é crucial para reduzir os focos do mosquito e, consequentemente, os casos da doença.
A luta contra a dengue no Ceará requer um esforço contínuo de vigilância e prevenção, tanto por parte do poder público quanto dos cidadãos. A conscientização sobre os riscos da doença e a adoção de medidas preventivas são determinantes para evitar que a dengue continue a ser uma ameaça à saúde pública no estado, especialmente em períodos de chuva, quando o risco de surto é maior.


