Um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, a rede hoteleira retoma as atividades de forma gradual em julho. Entretanto, a expectativa é de que apenas no final deste ano volte à normalidade com uma taxa de cerca de 60% dos leitos.
Embora não tenha restrição de funcionamento, grande parte do setor suspendeu as atividades há quase dois meses por conta da falta de hóspedes. Segundo Régis Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), a ocupação esperada no próximo mês ainda é baixa, podendo ficar entre 15% e 20%.
O turismo local, principalmente aquele de cidades mais próximas,
é a grande aposta. “Por conta das viagens de avião estarem mais restritas, acredito que devem vir os turistas regionais, que vêm de carro”, analisa.
Pelo potencial turístico com grandes atrativos, o Ceará, assim como outros estados do Nordeste, tende a voltar à normalidade com maior velocidade.
“Tudo vai depender da abertura de barracas de praia, de restaurantes, das atrações. Sabemos que a abertura será lenta e gradual, podendo voltar ao normal em novembro ou dezembro. Mas eu diria que o ano de 2020 já está comprometido”, analisa.
*Suspensão de atividades *
Apenas quatro hotéis estavam funcionado em maio em Fortaleza para atender basicamente à demanda de profissionais da área da saúde. Agora já se preparam para voltar a receber os hóspedes habituais do turismo de lazer, com medidas mais rígidas de higiene e de distanciamento social.


