Um ônibus com a delegação do Fortaleza foi apedrejado ao sair da Arena Pernambuco, nesta quarta-feira (21/02), após jogo contra o Sport pela Copa do Nordeste. Seis jogadores ficaram feridos durante o ataque com pedras, rojões e bombas caseiras. O episódio aconteceu nas imediações do bairro Curado, próximo ao Atacadão dos Presentes.

Em vídeo divulgado pelo próprio clube, é possível ver várias janelas quebradas e cacos de vidros estilhaçados sobre as poltronas, além de assentos sujos de sangue. Dentre as vítimas, o goleiro João Ricardo apresentou o estado mais grave, com um corte no supercílio. Escobar, Lucas Sasha e Dudu também foram atingidos e encaminhados a um hospital em Recife. Titi e Brítez tiveram ferimentos leves.
“Sobre o ocorrido não tem nem muito o que falar que possa justificar isso. Viemos para trabalhar, exercer nosso trabalho e ir para casa. Isso foi uma atitude criminosa, uma tentativa de homicídio, a gente espera que as pessoas que fizeram isso paguem por isso. Essas pessoas não são a torcida do Sport, são criminosos, são bandidos. E esperamos que eles possam ser reconhecidos. Foi um atentado contra a vida”, desabafou o meio-campista Lucas Sasha.
Pausa
Durante o desembarque do Fortaleza na Capital cearense, o CEO Marcelo Paz chamou o ato de “premeditado” e disse que o time só deveria voltar a jogar após os responsáveis serem punidos e todos os jogadores estiverem 100% recuperados.
“A gente estava trabalhando, não teve hostilidade no jogo e depois aconteceu isso. O Fortaleza só deveria voltar a jogar quando estivesse com os jogadores recuperados, até para dar exemplo. Nossos médicos vão nas casas dos jogadores, porque hoje é dia de descanso. As pessoas que fizeram aquilo não podem passar impunes”, reforçou.



