Pirambebas ou ‘piranhas brancas’, como é conhecida a espécie Serrasalmus marginatus, começaram a atacar banhistas em açudes do interior, em especial Iguatu, na região Centro-Sul. Com o aumento do volume dos reservatórios, o lazer na água se torna mais frequente. Até o momento, são muitos os registros de ferimentos relatados pela população.
A espécie aparece com mais frequência desde janeiro deste ano, com o início do período chuvoso, nos açudes de Orós e Trussu, em Iguatu, e Arneiroz II, no Sertão de Inhamuns, onde não há predador natural. Ou seja, as piranhas se multiplicam, ferem pessoas e comem peixes nativos sem controle na cadeia alimentar.
Neste contexto existe uma articulação com órgãos de controle ambiental, municipais e estadual, para estabelecer medidas de diminuição dos riscos, por parte da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), como informou em nota.
Não há um registro oficial com o número de pessoas atacadas por piranhas já que, na maioria das vezes, os machucados são pequenos e as vítimas não buscam atendimento médico.


