A cearense Benigna Cardoso da Silva foi beatificada nesta segunda-feira (24) durante celebração realizada no Crato pelo arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, que representava o Papa Francisco na cerimônia. Com a beatificação, a jovem se tornou a primeira beata do Ceará e a quarta mártir do Brasil.
“Nós, acolhendo o desejo do nosso irmão no episcopado Magnus Henrique Lopes, bispo do Crato, e também dos demais irmãos no episcopado e de muitos fiéis em Cristo, depois de termos ouvido parecer do dicastério para a causa dos santos, com a nossa autoridade apostólica ordenamos que a venerável serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva, jovem leiga, mártir, que observando a palavra de Deus conservou sua vida para defender a sua dignidade de mulher até a infusão do sangue”, afirmou a autoridade ao ler a Carta Apostólica do vaticano.
Em defesa da mulher
Benigna Cardoso da Silva nasceu em Santana do Cariri em 1928. Os pais biológicos morreram e ela foi adotada, juntamente com seus irmãos mais velhos, pela família Sisnando Leite.
Em 1941, aos 13 anos de idade, ela foi assassinada com golpes de facão dados por Raul Alves, após recusar ter relações sexuais com o criminoso.
Após a morte, a Menina Benigna passou a ser venerada como mártir na Região do Cariri e virou símbolo da resistência contra o feminicídio e a violência sexual contra crianças e adolescentes.


