A tirolesa na Praia de Canoa Quebrada, em Aracati, no litoral do Ceará, onde um turista paraense morreu após cair do equipamento, está instalada em uma Área de Preservação Permanente (APP), segundo informado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). O órgão solicitou levantamentos complementares para apurar as possíveis condutas criminosas de agentes públicos responsáveis pela fiscalização do local.
Conforme a promotora Nara Rúbia, o órgão denunciou o dono do equipamento por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. “Depois da oitiva de algumas testemunhas, como também pelo resultado da perícia, foi constatado que o proprietário teve o descuido na instalação de colunas de sustentação do brinquedo, colocando-as em tamanho incompatível com o seu funcionamento devido, com o que se exigia para seu funcionamento. Levando em consideração isso, a denúncia e imputação de homicídio culposo, por entendermos que o proprietário do brinquedo agiu com negligência, ao ignorar o risco que a conduta dele poderia ocasionar e foi isso que aconteceu nesse caso, a morte do turista”, esclareceu.
No entanto, a família do paraense contesta essa decisão. De acordo com os advogados dos familiares, a defesa vai trabalhar para que o dono tirolesa seja condenado por homicídio com dolo eventual.
“Ao nosso ver, a tipificação correta seria de homicídio com dolo eventual, haja vista que na manifestação do próprio Ministério Público, eles relatam uma série de condutas desidiosas, condutas descuidadas do dono da tirolesa”, afirmou um dos advogados da família.
Relembre o caso:
Sérgio Murilo era natural de Belém e caiu após a viga de sustentação romper enquanto ele andava na tirolsa. O acidente foi todo filmado pela própria vítima, que estava câmera enquanto descia pelo equipamento.
Ele ainda foi socorrido e encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas chegou morto ao local.


