A Polícia cearense descobriu, na última semana, um suposto esquema criminoso de manipulação de resultados de apostas esportivas. O que levou os investigadores ao ato foi a prisão em flagrante de quatro jovens, no bairro Meireles, em Fortaleza, na última quarta-feira (18). O esquema, avaliam os investigadores, movimenta milhares de reais e reúne dezenas de pessoas no Brasil. A Justiça Estadual decretou a prisão preventiva do grupo, na quinta (19).
De acordo com informações do Jornal Diário do Nordeste, uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico, da Polícia Militar, se deslocou para um posto de combustíveis, localizado entre a Avenida Abolição e a Rua Osvaldo Cruz, para apurar uma denúncia de que um grupo se encontrava no local para manipular maquinetas de cartão e sacar valores no caixa eletrônico, com frequência.
Ao chegar no local, os policiais viram seis jovens. Dois deles fugiram em motocicletas. Mas quatro, que estavam em um carro, foram abordados e flagrados na posse de uma maquineta de cartões, um cartão de crédito no nome de outra pessoa, dinheiro e blocos de anotações.
Os suspeitos confessaram, em depoimento prestado no 2º Distrito Policial (2º DP), da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), que integram um grupo que obtém dinheiro a partir de apostas em resultados esportivos, os quais eles sabem previamente, antes das partidas.
Sem especificar, disseram que são jogos de vários esportes, que ocorrem no Brasil e em outros países.
Os cearenses receberiam ordens de um homem que mora no Rio de Janeiro e captavam “clientes” que também quisessem lucrar com o esquema. Esses “clientes” deixavam seu dinheiro na mão dos apostadores, que eram responsáveis por fazer as apostas. Na maioria das vezes, o grupo acertava e lucrava. Mas, às vezes, também perdia.
A defesa dos suspeitos presos afirma que “é de causar estranheza a autuação por lavagem de dinheiro e associação criminosa sem que houvesse sequer investigação pregressa ou em curso. Com os quatro jovens não foi encontrado absolutamente nenhum material ilícito ou indicativos de fraude. Portanto, a prisão é ilícita desde a sua gênese”.
A Polícia Civil do Ceará aprofundará a investigação, para descobrir o tamanho do esquema criminoso, se há outros participantes, quanto de dinheiro movimentou e como a quadrilha sabe dos resultados. Para isso, a delegada plantonista já enviou o Inquérito Policial para a delegada titular do 2º DP, com sugestão de analisar as imagens disponíveis, enviar os celulares para perícia e localizar e ouvir as pessoas que constavam como proprietárias de documentos, cartões e veículos envolvidos na ocorrência.


