De janeiro a agosto deste ano, Fortaleza registrou 95 mortes por acidentes de trânsito. É a primeira vez, em 21 anos, que esse número fica abaixo de 100.
Se comparado com os 255 óbitos registrados nas vias Capital em 2001, quando os dados começaram a ser contabilizados, o quantitativo é inferior: 62,5%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 26,4%.
O resultado é fruto das políticas públicas adotadas baseadas em ações de engenharia de tráfego, educação e fiscalização preventiva. Dentre as medidas, destacam-se readequações de velocidade de 60 para 50 km/h, travessias elevadas, áreas de trânsito calmo, calçadas vivas e faixas diagonais, além de infraestruturas cicloviárias.
No tocante à educação, os educadores de trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) também têm função indispensável na redução de acidentes fatais. Cientes do seu papel de orientar, eles estão diariamente nas ruas dialogando e distribuindo materiais educativos a todos que compartilham o trânsito, sobre temas como respeito e comportamento seguro, riscos de beber e dirigir, e o respeito à sinalização e limites de velocidade. Também são desenvolvidos cursos que orientam quanto a uma conduta mais prudente aos mais vulneráveis, como motociclistas e ciclistas.
Com relação à fiscalização preventiva, o órgão intensifica suas operações sempre orientada por dados e evidências, de maneira a incentivar a adoção de um comportamento seguro no trânsito. De janeiro a junho deste ano, foram realizados 17.984 testes de bafômetro. 822 motoristas recusaram se submeter ao etilômetro – o que é indício de consumo – e 291 deram positivo.
Trânsito menos violento
Fortaleza está no caminho para chegar ao oitavo ano seguido de redução de mortes no trânsito. Em 2021, a Capital registrou 184 mortes registradas nas vias da cidade ou uma taxa de mortalidade de 6,8 para cada 100 mil habitantes. O número é 51% menor em relação ao ano de 2014, que contabilizou 377.


