Moradores de Fortaleza enfrentam dificuldades para ter acesso a medicamentos básicos nos postos de saúde da cidade. Há meses, faltam remédios essenciais para o tratamento de doenças como hipertensão, diabetes e dores crônicas, situação que tem prejudicado principalmente a população de baixa renda, que depende da rede pública.
Entre os medicamentos em falta estão analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios e comprimidos de uso contínuo para controle de pressão arterial e glicemia. Os pacientes relatam que precisam interromper o tratamento ou buscar alternativas de pagamento em farmácias, o que nem sempre é possível diante da situação financeira.
A Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza divulgou o problema e afirmou que a situação ocorre por causa de dificuldades nos processos de compra e distribuição dos medicamentos. O órgão informou que tem realizado novos processos de aquisição para tentar regularizar o abastecimento nas unidades de saúde.
Enquanto isso, a situação gera preocupação entre especialistas, que alertam para o risco de agravamento de quadros clínicos em pacientes que interromperam os tratamentos. Os médicos reforçam a importância de manter o acompanhamento nas unidades de saúde e orientar os pacientes a buscar alternativas até que o abastecimento seja normalizado.


