O Ceará tem registrado mudanças no perfil das mães e na quantidade de nascimentos nos últimos anos, seguindo uma tendência observada em diversos países. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma redução no número de nascimentos e um aumento de mulheres que têm o primeiro filho após os 35 anos.
Em 2013, o Estado contabilizava mais de 150 mil nascimentos por ano. Em 2022, esse número caiu para cerca de 116 mil, o menor índice da série histórica recente. Além disso, cresceu o percentual de mulheres que adiam a maternidade, muitas vezes priorizando estudos, carreira ou estabilidade financeira antes de ter filhos.
Especialistas apontam que essa mudança no comportamento reprodutivo está ligada a fatores sociais e econômicos, como maior inserção feminina no mercado de trabalho, acesso à educação e métodos contraceptivos. O movimento também reflete novos projetos de vida e o aumento do planejamento familiar.
O cenário apresenta desafios para o futuro, como o envelhecimento da população e possíveis impactos na economia e nos sistemas de saúde e previdência. Ao mesmo tempo, reforçar a importância de políticas públicas que apoiem as mulheres nas diferentes fases da vida, garantindo acesso a serviços de saúde e condições adequadas para a maternidade tardia.


