O Governo do Ceará anunciou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (12/09), a articulação de parceria para apoio emergencial à Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. Participaram do pronunciamento o governador Elmano de Freitas; a secretária da Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho; e o provedor da Santa Casa, Vladimir Spinelli.
O objetivo é apoiar a sustentabilidade financeira da instituição, não apenas com aporte financeiro, mas também com parceria de supervisão e monitoramento de gestão, por meio da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
“Entendemos que era necessário buscarmos uma aproximação maior e uma parceria com o governo federal e a própria Santa Casa para colaborarmos com a sociedade cearense. A Santa Casa tem mais de 200 leitos, com uma condição ímpar e em uma sociedade que precisa muito dela. Termos uma Santa Casa fortalecida é muito importante para o Sistema Único de Saúde (SUS). A ministra (da Saúde) Nísia Trindade se comprometeu com um incremento de recurso imediato para a Santa Casa, através do Governo do Estado”, enfatizou o governador.
O levantamento de valores e a estratégia a ser proposta ao Ministério estão sendo providenciados para que logo a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza possa voltar a atender em capacidade máxima. Atualmente, o funcionamento de leitos é de cerca de 25% da capacidade e a realização de cirurgias, em torno de 20%. “Queremos, pelo menos até o começo de outubro, que seja o mais rápido possível, a definição da contratualização de leitos, se continua uma parte com a Prefeitura e uma parte com o Governo do Estado, ou se essa parceria envolverá todos os leitos. É do nosso interesse que sejam todos os leitos”, declarou Elmano de Freitas.
Tânia Mara Coelho destacou o papel estratégico da Santa Casa de Misericórdia para a realização de cirurgias, principalmente de média complexidade, e também para a formação de profissionais. “Entendemos que é uma unidade que não pode parar. Temos mais de 30 residentes na Santa Casa. Os mais de 200 leitos da Santa Casa servem de retaguarda e para aumentar a capacidade cirúrgica do estado”, detalhou.
Com o fôlego financeiro capaz de arcar com os custos de retomada da média de 50 cirurgias por dia, o hospital filantrópico tende a se reorganizar financeiramente com a realização de procedimentos do Plantão Cirurgias, do Governo do Ceará, que dá vazão à fila por cirurgias eletivas e tem tabela acima do SUS.
a integralidade, que determina que a Prefeitura transfira R$ 492 mil por mês num período de 24 meses, para pagar uma dívida de 18 meses atrás, que estamos com três parcelas em atraso”.


