O Ministério da Saúde descartou, nesta quinta-feira (27/05), a presença da variante indiana da Covid-19 no Ceará. Chamada de B.1.617, ela é mais contagiosa em uma comparação inicial com a variante britânica, mas ainda é investigado se está relacionada a quadros mais graves de doença e se aumenta o risco de reinfecção.
O caso suspeito de um homem de 35 anos vindo da Índia, que desembarcou em Fortaleza em 9 de maio, estava sendo investigado pelas autoridades de saúde.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), ele teve resultado positivo em dois exames RT-PCR nos dias 10 e 11. No dia 18 de maio, o viajante fez novo teste, que, desta vez, deu negativo para a doença.
Foram contabilizados, ao todo, sete casos da variante no Brasil: seis em São Luís, no Maranhão, e um em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Outros três casos suspeitos são monitorados, em Minas Gerais e no Pará, e aguardam a conclusão de sequenciamento genético.
*O que diz a Sesa *
Apesar de o Ministério da Saúde ter descartado a suspeita da nova variante no Ceará, a Sesa ainda aguarda o laudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para se manifestar oficialmente.
O prazo de conclusão das análises dos exames e laudos laboratoriais para rastreio de variante, por meio de vigilância genômica, é até o fim deste mês.


