O Brasil registrou mais de 5,6 mil mortes por dengue em 2024, conforme dados do Ministério da Saúde até 19 de outubro. Esse número recorde destaca a necessidade de estratégias eficazes para combater o Aedes aegypti. Entretanto, a recomendação amplamente difundida de evitar água parada não tem sido suficiente para promover mudanças de comportamento na população.
Pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com apoio da biofarmacêutica Takeda, revelou que, embora a população conheça as medidas preventivas, como evitar água parada, há uma lacuna significativa entre o conhecimento e a prática. O estudo identificou que a exigência de esforço físico e possíveis custos financeiros são barreiras para a adoção de ações preventivas.
Além disso, o levantamento apontou que, apesar de os entrevistados estarem cientes dos sintomas e da gravidade das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, esse conhecimento não se traduz em mudanças práticas nos hábitos domésticos. A desconfiança em relação às informações oficiais e a percepção de ineficácia das vacinas também contribuem para a inação.
Especialistas enfatizam a importância de campanhas de conscientização que vão além da simples transmissão de informações, abordando as barreiras práticas e psicológicas que impedem a população de adotar medidas preventivas eficazes contra a dengue.


